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Respostas

Questão 01: comentários

LETRA B (CORRETA)

A Doença Celíaca (DC) é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten (principal fração proteica presente no trigo, centeio e cevada) em indivíduos geneticamente predispostos.  Estudos de prevalência da DC têm demonstrado que esta doença é mais frequente do que anteriormente era acreditado, estimando-se uma prevalência no Brasil em torno de um paciente celíaco para cada 200 a 300 indivíduos, com números ainda maiores em populações europeias.

  Em sua forma branda, apresenta similaridade com a alergia ao trigo e a sensibilidade ao glúten não celíaca, compartilhando a relação com a ingestão de trigo e a presença de sintomas gastrointestinais inespecíficos. Diferente da celíaca, essas entidades apresentam autoanticorpos negativos, além de endoscopia normal. A alergia ao trigo pode apresentar resultado positivo nos testes com IgE e com o prick test.

  Uma vez estabelecido o diagnóstico, o paciente deve manter uma dieta isenta em glúten permanentemente (trigo, centeio e cevada devem ser eliminados da dieta de forma indefinida). os benefícios da dieta isenta incluem a melhora clínica mantida, melhora da absorção dos nutrientes da dieta oral, melhora dos sintomas extra intestinais como infertilidade, diminuição do risco de desenvolvimento de outras complicações autoimunes além de parecer reduzir o risco de linfoma intestinal.

  A monitorização do tratamento deve ser feita com vigilância clínica, laboratorial, sorológica; a reavaliação histológica não é obrigatória, mas costuma ser realizada na prática clínica. Espera-se a melhora clínica evidente após duas semanas de dieta isenta. O laboratório geral e distúrbios nutricionais melhoram a partir do segundo mês de dieta. Os autoanticorpos demoram 3 a 12 meses para negativar. A melhora histológica costuma ser tardia, por volta de 12 a 24 meses após o início da dieta isenta em gluten.

Questão 02: comentários

LETRA A (CORRETA)

Embora a ablação para esôfago de Barrett seja comumente feita, várias sociedades e seus guidelines recomendam não realizar a ablação neste grupo de pacientes devido ao mínimo efeito benéfico em prevenir o câncer associado aos riscos da ablação. Após a erradicação completa da metaplasia intestinal o risco de recorrência de esôfago de Barrett com ou sem neoplasia foi de 10.8% por paciente/ano. A taxa de erradicação completa é variável ente 78.4% e 85%. A taxa de recorrência de esôfago de Barrett em pacientes que antes da radiofrequência apresentavam displasia no esôfago de Barrett ou carcinoma intramucoso no esôfago de Barrett é de 10-13.0% e 12-19.9%, respectivamente por paciente/ano.

Questão 03: comentários

LETRA C (CORRETA)

     Alergia alimentar é rara em adultos, acometendo apenas 2 a 5 % dos adultos. na faixa pediátrica ganha maior importância, com prevalência estimada entre 5 e 10%.

   Paciente com intolerância a frutose devem evitar ou pelo menos diminuir o consumo deste açúcar, que está naturalmente presente em diversos alimentos, como frutas, legumes, vegetais e mel. Outros alimentos como adoçados com xarope de milho ou com os adoçantes sacarose ou sorbitol, substâncias que estão presentes em alimentos como refrigerantes, sucos de caixinha ou pó, ketchup e fast food. São permitidos derivados lácteos; vegetais como alface, brócolis e cogumelos; cereais derivados de trigo, aveia e centeio; alimentos de origem animal como carnes, peixes e ovos, entre outros.

     Diferentemente dos pacientes com diagnóstico de alergia alimentar, os portadores de intolerância devem restringir o tipo de alimento envolvido, porém não há necessidade de eliminar completamente nenhum grupo alimentar da dieta.

     Elevações rápidas e intensas da curva de hidrogênio expirado durante o teste respiratório com lactulose sugerem o diagnóstico de supercrescimento bacteriano.

Questão 04: comentários

LETRA B (CORRETA)

     O teste rápido com a urease tem especificidade e sensibilidade de aproximadamente 95 e 87 a 95%, respectivamente.O teste respiratório com carbono 13 marcado apresenta sensibilidade e especificidade superiores a 95%.

    A Dispepsia Associada ao H. pylori é definida por sintomas dispépticos que melhoram após a erradicação do HP, porém que podem persistir por até 12 meses devido ao tempo necessário para melhora histológica.

  A sorologia pode ser utilizada como teste inicial em algumas situações clínicas específicas: presença de  sangramento digestivo; atrofia gástrica; linfoma gástrico e neoplasia gástrica.

     A cultura é um método de baixa aplicabilidade clínica devido à sua pouca disponibilidade comercial e a demora do seu resultado. A avaliação do perfil de susceptibilidade bacteriano é recomendada após o segundo ou terceiro esquema de tratamento, mas costuma ser realizado por métodos moleculares, mais rápidos que o antibiograma por cultura.

Questão 05: comentários

LETRA D (CORRETA)

     A reposição de enzimas pancreáticas não é recomendada de rotina para o controle da dor, embora possa ser benéfico para o desconforto abdominal relacionado à insuficiência exócrina.

     Abstinência ao álcool e ao tabagismo são medidas de impacto significativo para o controle da dor na pancreatite crônica.

     A melhor estratégia para analgesia nesses pacientes é a o esquema “Pain releia ladder”, baseado no escalonamento da analgesia conforme resposta, começando com analgésicos simples (dipirona e paracetamol), seguidos por opióides fracos (tramadol e codeínas) e por fim opióides fortes (como a morfina e a metadona, por exemplo). Outra medicações adjuvantes como os gabapentóides em baixas doses (pregabalina é o mais utilizado) ou antidepressivos também podem ser utilizados.

     O tratamento cirúrgico é uma opção terapêutica importante para os casos refratários ao tratamento clínico otimizado, inclusive apresentando resultados superiores em relação ao tratamento endoscópicos (embora com maiores riscos e complicações).

     O tratamento endoscópico é recomendado para pacientes com dor não complicada, que apresentam o ducto pancreático principal dilatado, por facilidade técnica e melhores resultados. Sugere-se reavaliar resposta após 6 a 8 semanas do procedimento e, caso a resposta seja insatisfatória, deve-se discutir em reunião multidisciplinar e avaliar o tratamento cirúrgico.