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Dieta como Tratamento Adjuvante para a Doença Inflamatória Intestinal

Curr Treat Options Gastro 2019 17:313-325 -DOI 10.1007/s11938-019-00231-8


Dieta como Tratamento Adjuvante para a Doença Inflamatória Intestinal:

Revisão e Atualização de Literatura Recente


Oriana M. Damas, Luis Garces, Maria T. Abreu

A dieta desempenha um papel extremamente importante no desenvolvimento da

doença inflamatória intestinal (DII) e continua a atuar como um mediador da

inflamação intestinal, uma vez que a doença se instala.

O propósito desta revisão é fornecer aos clínicos um breve resumo das últimas

provas relacionadas às dietas populares entre os pacientes de doença inflamatória

intestinal, para destacar as que têm eficácia conhecida e para fornecer orientações

que podem ajudar os profissionais.

Os estudos mais recentes mostram que a nutrição enteral exclusiva (NEE)

continua a ser a dieta mais eficaz para a indução da remissão da doença de Crohn

(CD), sob a forma de dieta elementar, semi elementar ou fórmulas poliméricas.

Estudos recentes mostram também que a nutrição enteral exclusiva pode ser útil

em pacientes com doença de Crohn complicada, incluindo fechamento de fístulas

enterocutâneas e otimizar nutrição no cenário pré-operatório. Embora novos

estudos sugerem que nutrição enteral parcial, complementada com dietas de

eliminação podem ser benéfica na colite ulcerativa e na doença Crohn, estudos

controlados maiores são necessários para apoiar a sua utilização.

A dieta auto-imune também é promissora, mas carece de estudos maiores.

Recentes estudos clínicos não controlados avaliando a dieta com carboidratos

específicas (DCE) sugerem que essa dieta pode melhorar marcadores bioquímicos

de inflamação e induzir cicatrização da mucosa, apesar de estudos maiores serem

necessários para apoiar o seu uso, especialmente porque a dieta com carboidratos

específicas é muito restritiva.

Uso a curto prazo de baixo teor de FODMAP (fermentable oligosaccharides,

disaccharides, monosaccharides, and polyols) é adequado quando da vigência de

uma exacerbação aguda e/ou em doença com estenose, mas a restrição por longo

prazo de FODMAP não é recomendado dada às grandes alterações observadas no

microbioma.

Estudos recentes sugerem que evitar alimentos processados, embalados com

conservantes e emulsificantes, pode ser importante na redução da inflamação

intestinal; muitas das recentes dietas populares compartilham um conceito

comum de dispensar alimentos processados.

Nesta revisão de literatura mais recente, destacamos que os estudos dietéticos

ainda estão em estágio rudimentar. Maiores estudos prospectivos randomizados

e controlados estão em andamento avaliando comparações face a face sobre a

eficácia de algumas dessas dietas.


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